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O bailado Pedro e Inês, de Olga Roriz, foi estreado pela Companhia há 12 anos. Depois de várias tentativas coreográficas protagonizadas por Almada Negreiros, António Ferro/Francis Graça e Os Bailados Verde Gaio e pela própria CNB, no seu segundo ano de existência, o tema é recorrente mas sobretudo apetecível, pois junta à fórmula amorosa shakespereana, já por si vencedora, todo uma exaltação do dever em defesa da pátria que, aliás, calçou como uma luva nalgumas ideologias.
Sem esquecermos a importante dimensão poética que, ao longo dos tempos, se lhe foi acrescentando, diríamos que este é um guião perfeito. Mas uma boa história nem sempre se concretiza favoravelmente como, de facto, aconteceu com todas as anteriores versões coreográficas. Foi Olga Roriz e a equipa de criativos que com ela colaboraram que lhe souberam dar a presença e a dimensão universal de um clássico. Razão suficiente para, agora, não deixarmos esta linda Inês posta em sossego por mais tempo.
Pedro e Inês
Companhia Nacional de Bailado
Teatro Camões, Lisboa
De 8 out. a 24 out. 2015
outubro 2015
Dias 8, 9, 10, 15, 16, 17, 22,
23 e 24 às 21h
Tardes de domingo
Dias 11 e 18 às 16h
Escolas
Dia 14 às 15h
Digressão Nacional
Teatro Municipal Joaquim
Benite, Almada
Dias 29 e 30 dez. às 21h30
Coreografia, Dramaturgia, Seleção Musical e Edição Musical Olga Roriz
Cenografia João Mendes Ribeiro • Figurinos Mariana Sá Nogueira
Desenho de Luz Cristina Piedade
Pedro e Inês. Um privilégio! Um desafio!
Uma história incontável.
Mortal e imortal!
Cheia de segredos transparentes, de meandros obscuros, de interesses privados, de poder, defesas, fronteiras e, sobretudo, de uma louca e incondicional paixão.
Uma história que nunca saberei contar.
Essa, tão nossa, tragédia amorosa duplamente real.
Uma história que dá que pensar, nos faz sentir e merece reviver.
Olga Roriz
13 de Maio de 2003