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Naum Kleiman, grande especialista mundial da obra de Sergei M. Eisenstein, vai estar na Cinemateca para apresentar e comentar a obra do cineasta soviético na primeira edição das “Histórias do Cinema” de 2016, a decorrer entre 18 e 22 de janeiro, no modelo das cinco sessões-conferência diariamente programadas, nessa semana, a partir das 18h, na sala Luís de Pina.
Depois de ter sido considerado durante mais de meio século como um génio, comparável a Leonardo da Vinci e Shakespeare, Sergei M. Eisenstein conheceu um período de relativo purgatório nos anos oitenta, antes de voltar ao seu devido lugar, que é entre os primeiríssimos. Cineasta duplamente de vanguarda nos anos vinte – do ponto de vista estético e do ponto de vista político – como todo os principais realizadores do grande cinema mudo soviético, Eisenstein conheceu dificuldades constantes com o regime entre o início dos anos trinta e a sua morte, em 1948.
Por uma curiosa coincidência (não houve nenhuma premeditação), esta série de sessões-conferência coincide com o nonagésimo aniversário da distribuição de O COURAÇADO POTEMKINE na União Soviética (19 de janeiro) e com o centésimo décimo-oitavo aniversário de nascimento de Eisenstein (22 de janeiro). Naum Kleiman dividiu as cinco sessões-conferências em três capítulos: “A Trilogia Revolucionária”, com as três grandes obras-primas dos anos vinte: A GREVE, O COURAÇADO POTEMKINE e OUTUBRO; “Eisenstein Inacabado”, com quatro projetos gorados do realizador, alguns dos quais foram interrompidos e outros nem sequer foram levados adiante; e “Ivan, o Terrível”, a sua última obra-prima cuja segunda parte foi proibida e só foi revelada ao mundo dez anos depois da morte de Eisenstein.
18 a 22 janeiro sempre às 18:00
NAUM KLEIMAN Reconhecido internacionalmente como o maior especialista da vida e obra de Eisenstein, é um dos mais reputados historiadores atuais do cinema russo. Foi cofundador do Museu Eisenstein de Moscovo, que dirigiu entre 1967 e 1985, e foi depois diretor do Museu de Cinema da mesma cidade (Musei Kino) de 1989 até 2014, ano em que a ordem da sua substituição gerou um coro de protestos internacionais. Sobre Eisenstein fez quase tudo: além do trabalho museográfico, dirigiu o restauro de várias obras, organizou a edição dos escritos, publicou inúmeros ensaios e tem sido conferencista e participante em documentários. Vem a Lisboa numa altura em que, depois da glorificação absoluta e de algum volte face (em tempos de declínio do regime e de reavaliação da vanguarda soviética), a obra de Eisenstein volta a estar no centro das análises de muitos investigadores.
SERGEI M. EISENSTEIN Nome de proa da vanguarda soviética da década de vinte, foi de longe a sua figura mais reconhecida em termos internacionais, com uma influência que ultrapassou todas as fronteiras geográficas e ideológicas. Foi ainda um nome central da teoria cinematográfica na primeira metade do século passado, tornando-se por isso, também, um dos maiores exemplos de realizador-teórico com enormíssimo impacto em ambos os domínios. Filmou na URSS de 1923 até à morte em 1948, em dois períodos distintos entrecortados por um périplo ocidental (na viragem da década de vinte para trinta) que culminou com o célebre filme inacabado Que Viva Mexico. A sua obra filmada e escrita, o seu percurso e tudo aquilo que envolveu esse percurso (as relações entre os artistas e o poder soviético em várias etapas históricas deste) constituem ainda hoje uma matéria imensa, complexa, suscitadora de exegese e de constante reavaliação.
Sessões-conferência
apresentadas e comentadas por Naum Kleiman, em inglês
O Programa inclui:
STATCHKA – GREVE | BRONENOSETS POTIOMKINE – O COURAÇADO POTEMKINE | OKTIABR – OUTUBRO | BEZHINE LOVJ – “O Prado de Bejine”; QUE VIVA MEXICO! (trechos); BOLCHOI FERGANSKII KANAL – “O Grande Canal de Fergana” (diapositivos); LIUBOV’ POETA (PUSHKIN) – “Os Amores do Poeta/Puchkine” (diapositivos) | IVAN GROZNY – IVAN, O TERRÍVEL