O projeto 1.ª Avenida arranca na próxima sexta-feira, na baixa portuense, com o Festival ESMAE/IPP, uma iniciativa que vai invadir as ruas da cidade com arte, música, humor e multimédia, criando um ambiente “mágico”.
Na apresentação do festival, que se realiza na sexta-feira, das 15:00 às 24:00 e é promovido pela Escola Superior de Músicas, Artes e Espetáculo e a empresa municipal Porto Lazer, o vice-presidente da ESMAE, Mário Azevedo, afirmou que o evento vai contar com um “exercício gigantesco de arte sonora”, envolvendo cerca de duzentos alunos e “duas dezenas de professores”.
Entre as 15:00 e as 19:00, quem passear pela Baixa vai ser “surpreendido” por um conjunto de atividades artísticas e de humor, nomeadamente pela bailarina de flamenco que dança “drum bass” ou música eletrónica, pela simulação de discussões em casas em estado precário em Santa Catarina, por sons de animais no Bolhão ou, ainda, “inspetores Gadjet” a espalhar sons sobre a cidade, explicou Mário Azevedo.
O festival continua, a partir das 19:00, com uma “arruada musical e ‘Commedia dell’arte’”, que consiste na descida de Santa Catarina até Passos Manuel por vinte percussionistas “endiabrados”, que estarão acompanhados por vinte alunos do 1.º ano do ESMAE e “ensaiaram pela primeira vez para ser comediantes”.
A Orquestra Sinfónica ESMAE atua pelas 22:30, num concerto multimédia com “um cardápio” variado, do qual fará parte um “um repertório clássico, um repertório erudito da música exata e música performativa tradicional”, explicou o vice-presidente da escola superior, terminando com a “famosa marcha brilhantina”, dedicada à cidade.
Para que este festival seja completo, Mário Azevedo apelou à “participação de todos”, acreditando que as pessoas vão reagir “positivamente face a este tipo de imaginações e atitudes” que vão ser tomadas, tendo o vice-presidente da CMP, Vladimiro Feliz, considerado que o ambiente vai ser “descontraído, divertido” e até mesmo “mágico”.
Vladimiro Feliz afirmou que o Festival ESMAE/IPP é a “semente” do 1.ª Avenida, um projeto que pretende reabilitar e criar uma “nova dinâmica” no centro da cidade, acrescentando ser para isso “fundamental” esta ligação “ao meio académico”.
Também o presidente da ESMAE, Francisco Beja, reiterou que “o centro da cidade necessita de ser revitalizado”, sustentando que há “uma necessidade de promover “o lado da rua de Santa Catarina e da praça de D. João I”, pelo que considera ser este “um bom passo” nesse sentido.
Mário Azevedo garantiu ainda que este é “o início de uma série de peripécias”, mas já estão programadas, neste âmbito, outras atividades como uma “teachers academy” e, em julho, o Festival Elia Neu/Now, deixando ainda no ar a proposta de integrar, igualmente, o Festival Set da ESMAE.
Fonte: i Online